terça-feira, 24 de junho de 2014

Lenda do Lenhador e do Boi-tá-tá


A lenda do lenhador e do boi-tá-tá (Piên – Cachoeirinha – 11-01-2008)

Lá na mata muito longe, existe um lugar chamado Sertão do Gavião. Nesse lugar existe muitas pedras, campos verdes, rios, passaros, borboletas e muitas flôres. Que lugar lindo.
Diz a história que no meio de duas pedras muito altas morava dois boitatas. Quando era lua nova que era muito escuro, saiam de madrugada como duas tochas de fogo que clareava todo o sertão. E se juntavam no ar. Quando isso acontecia, chovia faisca para todos os lados do céu.
Vivia também um homem la no mato que tinha seu rancho na beira do rio. Diziam que ele era um “picador de lenha” por que seu machado se escutava a quilometros de distância.
Um dia o lenhador viu clarear o sertão na mata de fora à fora do céu. Correu ver o que era e foi chegando cada vez mais perto empunhando seu machado nas mãos. E veio ao seu encontro aquelas bolas de fogo. O homem ficou apavorado!
O homem se tramou a correr como um desembestado, e quanto mais corria, mais faiscas de fogo chovia. As faiscas, tal qual labaredas, caiam no chão de terra à sua volta, ricochetiavam e grudavam no machado até que este tomou cor de fogo.
Saiu correndo em direção ao rancho, chegando lá, quis dar uma olhada melhor por que não acreditava no que tinha visto. Ficou mais surpreso ainda, pois seu machado era de ouro puro da lâmina ao cabo! Inteirinho!!
Depois de algus dias, despedui da família e viajou pela floresta por durante uma semana, até que saiu na beira duma rodovia onde se via carros como nuvem de gafanhotos, gente como formigueiros, casas e prédios como uma floresta de pedras sem fim.
Depois de muito andar e especular por quase duas semanas, vendeu seu machado para um colecionador de peças raras tornando-se riquícimo.
Voltou para sua família no meio do matagal, por nome Sertão do Gavião, tomou por posse todas aquelas terras e mata virgem. Seus filhos quando corriam pela mata felizes gostavam de gritar a voz do gavião, e sua família e sua geração foi muito feliz aqui.

Doris

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