quinta-feira, 13 de novembro de 2014

O passado (sabe? antes da tecnologia?

Sabe, a muito tempo atrás a tecnologia ainda não era conhecida pelos colonos. Então trabalhavam com cavalos arando a terra. Alqueires e alqueires de chão! Era virado para plantar o milho, o feijão, a batata, e várias outras plantas que cultivavam. E era tudo carpido com inchada!

Os pais levavam seus filhos na roça desde o pequeno até o mais velho. Não existia lei para os menores e assim os pais educavam do seu jeito. Mas havia muito respeito entre pais e filhos, então quando não venciam de capinar a plantação, fazia-se um pecherum: convidavam 20 a 30 pessoas para capinar e deixar a roça limpa do mato. O dono da lavoura sempre tinha uns três ou quatro garrafões de pinga, então o grupo ia carpindo e alguém da família dava um copinho de pinga a cada um. Era o costume para ficar mais forte e puxar a enxada com mais gosto. Assim repetia-se uma 3 vezes por dia.

E assim trabalhavam o dia inteiro e não se cansavam de lutar! Um dos integrantes do grupo começava a cantar uma música bem antiga que se chama cangulo. Um cantava na frente e os outros atrás. O último cangulo que me lembro foi no ano de 1964.

Quando chegava a hora do almoço, todos já estavam cansados e suados pelo calor do sol, então alguém dizia: - chegou a hora boa! – A comida era feita num panelão. Arroz, feijão, galinha caipira, carne de porco e broa feita na fornalha. Também muita verdura. Tudo puro, sem veneno, que delícia!

Também tinha muitos colonos que cuidavam da apicultura. O mel nunca faltava na mesa das famílias.

Terminando de carpir a roça daqui, já passavam pra roça do vizinho, e continuavam até 3 dias sem parar, e na colheita faziam o mesmo. Assim o paiol dos colonos era cheio de mantimento. Não existia muita doença que que hoje existe. Não usavam veneno nem conservante. Era tudo natura!

E hoje a tecnologia esta avançando as lavouras mecanizadas, ninguém pega na inchada, acabou o arado puxado a cavalo. O veneno e a irrigação prevaleceu nas lavouras.

Os filhos sempre acompanhavam seus pais na roça, e era assim. Desde o pequeno a té o mais velho.

As escolas eram distantes, as crianças iam a pé 3-4-kilometros, as vezes mais longe ainda, para estudar.

Mas era muito divertido e os pais diziam que, criança não cansa tem muita energia. Voltava da escola, nossa mãe esperando com aquele almoço saboroso que só ela sabia fazer.

E a luta da vida era assim para todos, não existia meio de transporte escolar.

Também existia muitas famílias pobres e mendingos, que saia pelo mundo em busca de emprego – mas não achavam.

Então chegavam nas casas, pedir um prato de comida ou pão para matar a fome.

Naquela época era muito difícil, mas não existia muitos crimes, nem drogas, as famílias tinham mais sossego, e segurança.

E assim de geração em geração sempre a mudança. Esse é o nosso planeta!

Com Deus na frente, é assim que nós vamos caminhando cada vez melhor.

Obrigada por esta (história),

Que fica na memória;

Ainda que “Quo Vadis”,

Assinado Doris.

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