terça-feira, 18 de agosto de 2015

Conto Dinâmica


Furinhos no Céu

No tempo em que os homens falavam e os bichos escutavam. Quando a baleia ainda chamava a aranha de comadre, e a lua vinha até a terra ensinar os homens. Naquele tempo os adultos não podiam andar eretos. Somente curvados. Para conversarem, era somente olhando para os pés uns dos outros, porque se tentassem olhar no rosto do colega, dava uma tremenda dor no pescoço. Sem falar das cabeçadas em tudo e em todos, pois não podiam olhar para frente...

Pois o céu era muito baixo!

Os únicos que andavam livres e felizes, sem cabeçada, sem dor no pescoço e completamente em pé, eram as crianças. Corriam, pulavam, rolavam, brincavam do que quisessem pois para elas não havia dor alguma.
Um dia, um menino(a) muito inteligente convidou o resto da criançada para cutucarem o céu com taquaras de bambu.

E o menino(a) começou a entregar taquaras pra todos os colegas,
(comece a entregar varas imaginárias aos colegas da frente)

E pediu para quem fosse pegando entregassem aos demais,
(peça para que cada um vá passando varas para os demais colegas)

E pediu que passassem para os colegas dos lados.
(insista que ninguém fique sem sua vara de bambu, ou taquara)

- Segurando também a sua vara de bambu “continue o conto” -

Então o menino segurou bem firme sua taquara, apontando pro céu gritou para todos...
- É agora?... - JÁ – (fale alto e faça o gesto de cutucar o céu com vontade, fazendo com que todos façam o mesmo)

Então o céu subiu só um pouquinho. (mostre com as mãos a quantia que o céu subiu)

Então o menino gritou novamente...
- É agora?... - JÁ – (fale mais alto e faça o gesto de cutucar o céu com mais vontade)

Então o céu subiu um tantão. (mostre com as mãos a quantia que o céu subiu)

Então o menino gritou novamente...
- É agora?... - JÁ – (grite e faça o gesto de cutucar o céu com mais vontade ainda dando um pulinho, antes de terminar a gritaria, comece a falar o conto)

Nesse momento, o céu fez VUUUCH (jogue as mãos para cima e “olhe” para cima) e foi parar lá em cima onde está agora.
Quando os homens, devagarzinho, foram se endireitando e conseguindo olhar em pé, também conseguiram olhar para cima, e o que viram foi um céu todo furadinho. De dentro dos furos escapava luzes. “E até hoje, nós temos alguma luz (mostre a sua cabeça) por causa das crianças”

Recontado pelo Eber
(contista da terra e da vida.blogspor.com)

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